Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Mais Portugal

Sinceramente começo a ficar farto do comportamento duma elevada percentagem de indivíduos deste país. Que não sejam nacionalistas, tudo bem, que não sejam patriotas, menos-mal, agora serem anti-patriotas é que não!

 

Portugal não consegue crescer economicamente, o que não deve ser entendido como algo muito grave, o verdadeiro problema deste facto reside na questão do nosso país ter relativamente muito pouco peso económico, por isso é essencial que cresça! Mas políticas atrás de políticas, governos atrás de governos, têm vindo demonstrar que o essencial não acontece, parece um daqueles clubes de futebol que todos os anos lutam para não descer e nunca por um lugar europeu.

Mas de quem é culpa? Tem de haver um ou mais culpados! A minha teoria não é nova, aliás até está muito na moda! Pois é, eu não tenho dúvidas de que existe uma cabala contra Portugal! Mas quem está por detrás? Isso como é óbvio, nunca se sabe. Existem sempre suspeitos, o rei do país que faz fronteira connosco deve ser sempre levado em conta, o “vermelho” do prémio Nobel também parece não gostar muito aqui do país, o Vale de Azevedo é um maroto, mas esse não conta porque está preso. Deixemo-nos então de tentar adivinhar quem está por detrás, mas sim denunciar os que actuam no terreno!

 

No dia 13 de Junho (2005) leio num jornal diário que a ordem dos médicos, na sua delegação do norte, defende a liberação das farmácias. Mas o que é que está mal nas farmácias portuguesas? Deve ser o único departamento da saúde em Portugal que funciona bem! Então porquê ser da opinião que deve ser mudado? Simplesmente para serem ocupadas por multinacionais, deixando mais uma área comercial em mãos que não as nossas? Mas que interesse é que isto pode ter para os vários políticos que travam essa batalha, ou para os médicos do norte? A resposta é mais que óbvia: euros, muitos euros prometidos as estes senhores, que em troca de ficarem ainda mais ricos, de puderem comprar mais uma vivenda de luxo, vendem a mãe se for preciso, mas que neste caso vendem os irmãos, ou seja, os seus compatriotas portugueses. No tal artigo, os tais médicos também defendiam a venda de medicamentos, que não têm obrigatoriedade de prescrição médica, nas grandes superfícies. Ou seja, analgésicos com fartura para quem quiser e como quiser! Acham normal pactuar com isto? Ainda mais da parte de um médico? Quer dizer, da parte dele até o compreendo, é médico, sabe o que tomar e como tomar, mas e os outros? Querem que sejamos como os outros nos States, em que a forma mais utilizada de tentativa de suicídio é a intoxicação por excesso de Tylenol? Prefiro importar os bons exemplos, não os maus!

 

Outra forma de ataque ao país é feita através da Internet, pois está claro! “Portugal no seu melhor”, para quem não sabe é um site na net em que o tema é dizer mal dos portugueses em geral assim como ridiculariza-los. O mais incrível é que isto parece ser feito por portugueses! Mas se pensavam que não podia ser pior engana-se, além de serem supostamente portugueses, recorrem a poderosas armas tecnológicas, como o Photoshop para deturpar e falsear imagens do nosso país! Mas estes ainda são mais tristes que os outros. Estes trabalham para a cabala de graça! Ou pelo menos não são pagos em farfalhudos cheques, mas sim em pequenas e momentâneas sensações! É realmente incrível, mas verdade. Ridicularizam o país em troca da sensação de pensarem que fazem parte dum exclusivo e elitista grupo de super literatos. Ridicularizam o país em troca da sensação de vitória ao verem as suas fotos aldrabadas subirem no ranking do tal site. É triste, muito triste.

 

As consequências para o mais incauto podem parecer mínimas, mas não é bem assim. É sistematicamente cultivado que não prestamos, ficamos convencidos disso e para agravar a situação, convencemos os outros! Conversava há dias com um amigo sobre segurança na net, antivírus e coisas do género. Quando lhe disse que o meu antivírus era nacional fez um grande espanto, quando lhe pergunto porquê responde-me que se é português não deve prestar, devo ter mudado de cor…então anda-me este gajo a estudar informática, para um dia, quem sabe, concorrer a um bom lugar numa empresa multinacional, arriscando-se a ouvir na entrevista um triste como ele: és português? Então não prestas!

Qual vai ser a contra argumentação dele? Eu sou dos poucos que presta? Mas não é isso que todos dirão?

(Texto integral de 2006 do excerto publicado no jornal MU-Mundo Universitário).

publicado por alfista145 às 16:10

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1 comentário:
De Anónimo a 4 de Outubro de 2007 às 14:39
Ontem bruto, hoje rude !!!

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