Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Os "Passados" do governo

Mas afinal o que é o passado (entenda-se como passado relevante)?

O passado é a semana passada?
O passado é o ano passado?
O passado são os últimos 10 anos?

 

Parece-me que para este actual governo e imprensa, o passado é, somente, pequenos períodos de tempo governados pela oposição.

O governo deveria ser o último a puxar o tema "passado" para os debates parlamentares. Porquê? Simplesmente porque se é para justificar qualquer dificuldade que o país encontre de momento, não pode ser esquecido quantos anos governou o PS nos últimos 12 anos e quantos governou o PPD/PSD! Assim de cabeça e sem recorrer a cábulas, diria que o PS esteve 9 anos à frente do país, enquanto que o PPD/PSD terá estado uns 2 anos e meio. Por isso vamos deixar o "passado" para trás, que nada interessa ao governo debater, nem ao país!

publicado por alfista145 às 16:52

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Os Sólcrates

Dei com este texto na net e não resisto a transcrevê-lo:

 

"Há pessoas estúpidas, rezam os manuais.
Outras há, que não o sendo, têm crises.
Outras ainda (caso menos comum) deixam-se levar por sentimentos menos nobres, de tal forma que até parecem estúpidas.
Vem isto a propósito do semanário que dá pelo nome de “Sol”, o qual, algumas vezes, o Irritado tem apodado de “Sólcrates”.
No Sábado, o “Sol” levou ao paroxismo o ódio rebuscado que nutre por Santana Lopes, calcando a inteligência e o distanciamento que qualquer análise minimamente isenta imporia. Tanto o ilustre arquitecto seu director como o seu vice Lima se dedicam a dizer cobras e lagartos do senhor, estendendo-se a sanha persecutória a um desconhecido de nome Ramires, que tem no “Sólcrates” trono permanente por razões que a razão certamete desconhecerá.
Ele é o artigo de fundo, rancorosa diatribe. Santana Lopes, “macaco de rabo pelado”, que Menezes “teve que engolir” e que “vai trabalhar para si próprio”, terá que ser “vigiado” pelo líder. E, como “engoliu” Santana Lopes, alijou os bons e rodeou-se de “gente de meia idade” (da idade do Saraiva). Como não conseguiu convencer a dona Manuela, perdeu o apoio de Cavaco. Dona Manuela não será de “meia idade”? Meter gente de meia idade, para o ilustre plumitivo, é uma desgraça, a não ser que a meia idade seja daqueles de quem acha que se deve gostar.
Ele é o “Sol e Sombra”, do senhor Lima, em que Santana aparece ao sol pelos piores motivos, ficando Menezes na sombra por causa de Santana, e Sócrates ao sol deslumbrante da glória.
Ele é o tal Ramires que, não fazendo a coisa por menos, perora sobre o “veneno” da “serpente”, cheia de “muitos pecados” (Santana), que Menezes “aconchega ao peito”.
Nas entrelinhas, e não só, o elogio aos “notáveis” que, olimpicamente, se quedaram longe do congresso, à espera de melhores dias.
Saraiva e Lima, quando eram empregados do “Expresso”, dedicaram-se a demolir Santana Lopes, semanalmente, sistematicamente, metodicamente, ferozmente. Com a ajuda de Marcelo, Cavaco e tantos outros “notáveis”, conseguiram os seus fins. Já Santana Lopes estava longe do poder, e ainda, um e outro, se dedicavam, sempre que podiam, a propósito ou a despropósito, à sua nobre missão. Era preciso mantê-lo morto e enterrado. Vá lá saber-se porquê.
O que os distintos opinadores, com a inteligência obliterada pelo ódio, não conseguem perceber, é que o PSD, nas horas mais importantes, nunca ligou muito a “notáveis”. Preferiu (quase) sempre os que lhe falavam à alma, ao instinto e, no fundo, à inteligência, uma inteligência que não terá muito a ver com a dos notáveis, mas que nasce de coisas simples, certas, e sérias. O PSD tratou como tratou as “elites” que se revoltaram contra Sá Carneiro, os “notáveis “ que preferiam Salgueiro a Cavaco, os “esclarecidos” que achavam que Santana Lopes não devia ser Primeiro-Ministro. Mandou-os às urtigas.
É verdade que, ajudados por saraivas, limas, marcelos, cavacos e quejandos, os “notáveis”, os “barões”, as “elites”, conseguiram demolir Santana Lopes.
Se os “sólcrates” da nossa praça não fossem informados por sentimentos que me absterei de adjectivar, e se recorressem à inteligência de que, lá no fundo, são dotados, talvez percebessem o que as pessoas pensam e desejam, em vez de as querer empurrar para os braços da “classe” a que pertencem, ou a que gostariam de pertencer.
O sono da razão engendra monstros. Não é?"

António Borges de Carvalho

publicado por alfista145 às 19:21

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Mais Portugal

Sinceramente começo a ficar farto do comportamento duma elevada percentagem de indivíduos deste país. Que não sejam nacionalistas, tudo bem, que não sejam patriotas, menos-mal, agora serem anti-patriotas é que não!

 

Portugal não consegue crescer economicamente, o que não deve ser entendido como algo muito grave, o verdadeiro problema deste facto reside na questão do nosso país ter relativamente muito pouco peso económico, por isso é essencial que cresça! Mas políticas atrás de políticas, governos atrás de governos, têm vindo demonstrar que o essencial não acontece, parece um daqueles clubes de futebol que todos os anos lutam para não descer e nunca por um lugar europeu.

Mas de quem é culpa? Tem de haver um ou mais culpados! A minha teoria não é nova, aliás até está muito na moda! Pois é, eu não tenho dúvidas de que existe uma cabala contra Portugal! Mas quem está por detrás? Isso como é óbvio, nunca se sabe. Existem sempre suspeitos, o rei do país que faz fronteira connosco deve ser sempre levado em conta, o “vermelho” do prémio Nobel também parece não gostar muito aqui do país, o Vale de Azevedo é um maroto, mas esse não conta porque está preso. Deixemo-nos então de tentar adivinhar quem está por detrás, mas sim denunciar os que actuam no terreno!

 

No dia 13 de Junho (2005) leio num jornal diário que a ordem dos médicos, na sua delegação do norte, defende a liberação das farmácias. Mas o que é que está mal nas farmácias portuguesas? Deve ser o único departamento da saúde em Portugal que funciona bem! Então porquê ser da opinião que deve ser mudado? Simplesmente para serem ocupadas por multinacionais, deixando mais uma área comercial em mãos que não as nossas? Mas que interesse é que isto pode ter para os vários políticos que travam essa batalha, ou para os médicos do norte? A resposta é mais que óbvia: euros, muitos euros prometidos as estes senhores, que em troca de ficarem ainda mais ricos, de puderem comprar mais uma vivenda de luxo, vendem a mãe se for preciso, mas que neste caso vendem os irmãos, ou seja, os seus compatriotas portugueses. No tal artigo, os tais médicos também defendiam a venda de medicamentos, que não têm obrigatoriedade de prescrição médica, nas grandes superfícies. Ou seja, analgésicos com fartura para quem quiser e como quiser! Acham normal pactuar com isto? Ainda mais da parte de um médico? Quer dizer, da parte dele até o compreendo, é médico, sabe o que tomar e como tomar, mas e os outros? Querem que sejamos como os outros nos States, em que a forma mais utilizada de tentativa de suicídio é a intoxicação por excesso de Tylenol? Prefiro importar os bons exemplos, não os maus!

 

Outra forma de ataque ao país é feita através da Internet, pois está claro! “Portugal no seu melhor”, para quem não sabe é um site na net em que o tema é dizer mal dos portugueses em geral assim como ridiculariza-los. O mais incrível é que isto parece ser feito por portugueses! Mas se pensavam que não podia ser pior engana-se, além de serem supostamente portugueses, recorrem a poderosas armas tecnológicas, como o Photoshop para deturpar e falsear imagens do nosso país! Mas estes ainda são mais tristes que os outros. Estes trabalham para a cabala de graça! Ou pelo menos não são pagos em farfalhudos cheques, mas sim em pequenas e momentâneas sensações! É realmente incrível, mas verdade. Ridicularizam o país em troca da sensação de pensarem que fazem parte dum exclusivo e elitista grupo de super literatos. Ridicularizam o país em troca da sensação de vitória ao verem as suas fotos aldrabadas subirem no ranking do tal site. É triste, muito triste.

 

As consequências para o mais incauto podem parecer mínimas, mas não é bem assim. É sistematicamente cultivado que não prestamos, ficamos convencidos disso e para agravar a situação, convencemos os outros! Conversava há dias com um amigo sobre segurança na net, antivírus e coisas do género. Quando lhe disse que o meu antivírus era nacional fez um grande espanto, quando lhe pergunto porquê responde-me que se é português não deve prestar, devo ter mudado de cor…então anda-me este gajo a estudar informática, para um dia, quem sabe, concorrer a um bom lugar numa empresa multinacional, arriscando-se a ouvir na entrevista um triste como ele: és português? Então não prestas!

Qual vai ser a contra argumentação dele? Eu sou dos poucos que presta? Mas não é isso que todos dirão?

(Texto integral de 2006 do excerto publicado no jornal MU-Mundo Universitário).

publicado por alfista145 às 16:10

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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Violar menores, cada vez mais permitido!

Mais uma forte agressão, por parte do XVII governo, contra o cidadão português, que não pratica sistematicamente o crime.

A nova legislação, tem muitos absurdos, alguns mais graves que outros. Quando as crianças são alvo desse absurdo, estamos obviamente perante o exemplo dum caso muito grave.

Na antiga lei, cada violação, por determinado indivíduo, a determinada criança, teria punição até 8 anos. Agora, desde que a vitima seja sempre a mesma, um abuso, ou cem é o mesmo!

 

Mas esta alteração é feita para melhorar o quê?

 

Hipótese a) tornar possível violar uma criança até à morte, com a esperança de ser condenado só por violação e apanhar no máximo oito anos.

Hipótese b) alguém, ou o próprio legislador, ter previsto que algum membro do actual governo, ou algum amigo, venha a ser acusado de múltiplas violações a alguma criança.

Hipótese c) apanhar no cu só custa à primeira, se alguém se queixa depois, é mariquice.

 

Desculpem a linguagem, mas esta lei não tem qualquer desculpa!

 

E quando eu me lembro que o XVI governo era atacado diariamente na comunicação social, e não só, exclusivamente por questões de forma e não de conteúdo. E quando eu me lembro que a única critica feita (principalmente pelo presidente Sampaio quando apanhou o PM pelas costas), ao XVI governo, a actos governativos concretamente, foi relativa à alteração das taxas moderadoras na saúde, em que foi proposto que quem ganhasse mais pagasse mais, dentro da corrente utilizador pagador. E quando eu me lembro que o actual governo dobrou as taxas moderadoras assim que pôde. Sim, por vezes é bom não esquecer.

publicado por alfista145 às 17:10

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